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Boletim em 29/11/2021

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Coronavírus

O que é?

A Covid-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global.

Como é transmitido?

De acordo com as evidências mais atuais, o SARS-CoV-2, da mesma forma que outros vírus respiratórios, é transmitido principalmente por três modos:

  • Contato direto com uma pessoa infectada (por exemplo, durante um aperto de mão seguido do toque nos olhos, nariz ou boca) ou com objetos e superfícies contaminadas de gotículas ou por aerossol;
  • Por meio da exposição a gotículas respiratórias expelidas, contendo vírus, por uma pessoa infectada quando ela tosse ou espirra, principalmente quando ela se encontra a menos de um metro de distância da outra;
  • Por meio de gotículas respiratórias menores (aerossóis) contendo vírus e que podem permanecer suspensas no ar, serem levadas por distâncias maiores que um metro e por períodos mais longos (geralmente horas).

Sintomas

A infecção pelo SARS-CoV-2 pode variar de casos assintomáticos e manifestações clínicas leves até quadros moderados, graves e críticos, sendo necessária atenção especial aos sinais e sintomas que indicam piora do quadro clínico que exijam a hospitalização do paciente. 

Caso assintomático:

Caracterizado por teste laboratorial positivo para covid-19 e ausência de sintomas.

Caso leve:

Caracterizado a partir da presença de sintomas não específicos, como tosse, dor de garganta ou coriza, seguido ou não de perda do olfato (anosmia), perda do paladar (ageusia), diarréia, dor abdominal, febre, calafrios, dor no corpo (mialgia), cansaço (fadiga) e/ou cefaleia.

Caso moderado:

Os sintomas mais frequentes podem incluir desde sinais leves da doença, como tosse persistente e febre persistente diária até sinais de piora progressiva de outro sintoma relacionado à covid-19 (fraqueza muscular, prostração, diarréia), além da presença de pneumonia sem sinais ou sintomas de gravidade

Caso grave:

Considera-se a Síndrome Respiratória Aguda Grave, a síndrome gripal que apresente falta de ar (dispneia/desconforto respiratório) ou pressão persistente no tórax ou saturação de oxigênio (nível de oxigênio no sangue) menor que 95% em ar ambiente ou coloração azulada de lábios ou rosto.

Para crianças, os principais sintomas incluem respiração acelerada (taquipnéia, maior ou igual a 70 rpm para menores de 1 ano e maior ou igual a 50 rpm para crianças maiores que 1 ano), baixo nível de oxigênio no sangue (hipoxemia), desconforto respiratório, alteração da consciência, desidratação, dificuldade para se alimentar, coloração azulada nos lábios e rosto, cansaço físico e mental (letargia), convulsões, dificuldade de alimentação/recusa alimentar.

Diagnóstico

Diagnóstico Clínico:

O quadro clínico inicial da doença é caracterizado como Síndrome Gripal (SG). O diagnóstico pode ser feito por investigação clínico-epidemiológica, consulta e exame físico adequado do paciente, caso este apresente sinais e sintomas característicos da covid-19. Deve-se considerar o histórico de contato próximo ou domiciliar nos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais e sintomas com pessoas já confirmadas para covid-19.

Diagnóstico Laboral

O diagnóstico laboratorial pode ser realizado tanto por testes de biologia molecular, sorologia ou testes rápidos, sendo:

  • Biologia molecular: amostras de secreção respiratória por meio das metodologias de RT-PCR em tempo real.
  • Sorologia: detecta anticorpos IgM, IgA e/ou IgG produzidos pela resposta imunológica do indivíduo em relação ao vírus SARS-CoV-2, podendo diagnosticar doença ativa ou pregressa. 
  • Testes rápidos: Estão disponíveis dois tipos de testes rápidos, de antígeno e de anticorpo, por meio da metodologia de imunocromatografia. O teste rápido de antígeno detecta proteína do vírus em amostras coletadas de naso/orofaringe, devendo ser realizado na infecção ativa (fase aguda) e o teste rápido de anticorpos detecta IgM e IgG (fase convalescente) em amostras de sangue total, soro ou plasma.

Diagnóstico de Imagem

Imagem (tomografia computadorizada de alta resolução – TCAR)

Como se prevenir?

Entre as medidas indicadas pelo Ministério da Saúde estão as não farmacológicas, como:

  • Distanciamento social, 
  • Etiqueta respiratória,
  • Higienização das mãos, 
  • Uso de máscaras, 
  • Limpeza e desinfecção de ambientes, 
  • Isolamento de casos suspeitos, confirmados e quarentena dos contatos dos casos de covid-19 (conforme orientações médicas).

ATENÇÃO: Se estiver doente, com sintomas compatíveis com a covid-19, tais como febre, tosse, dor de garganta e/ou coriza, com ou sem falta de ar, procure imediatamente um atendimento nos serviços de saúde e siga as orientações médicas. O atendimento imediato pode salvar vidas.

Fatores de Risco

Condições e fatores de risco a serem considerados para possíveis complicações da covid-19:

  • Idade igual ou superior a 60 anos;
  • Tabagismo;
  • Obesidade;
  • Miocardiopatias de diferentes etiologias (insuficiência cardíaca, miocardiopatia isquêmica, etc.);
  • Hipertensão arterial;
  • Doença cerebrovascular;
  • Pneumopatias graves ou descompensadas (asma moderada/grave, doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC);
  • Imunodepressão e imunossupressão;
  • Doenças renais crônicas em estágio avançado (graus 3, 4 e 5);
  • Diabetes melito, conforme juízo clínico;
  • Doenças cromossômicas com estado de fragilidade imunológica;
  • Neoplasia maligna (exceto câncer não melanótico de pele);
  • Cirrose hepática;
  • Algumas doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme e talassemia);
  • Gestação.

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