Saúde e Defesa Civil
São Gonçalo Resiliente no bairro Sete Pontes
30/08/2025
Aumento de acidentes provoca lotação de hospital em São Gonçalo
A irresponsabilidade no trânsito quase custou a vida do frentista Kleber Silva Santos, de 23 anos. Ele foi atingido por um carro e arremessado a metros de distância no bairro Arsenal, em São Gonçalo. O resultado? Feridas graves, fraturas e uma luxação no pulso. Ele é mais uma vítima que aumenta a estatística de acidentes com motoqueiros no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê. Para alertar sobre o crescimento deste tipo de acidente e conscientizar os condutores, a Prefeitura de São Gonçalo realiza a campanha ‘Imprudência custa caro” em parceria com o hospital.
Todos os dias, pelo menos, trinta acidentes acontecem com motos na cidade. Nos finais de semana, esse número pode dobrar. O resultado é a sobrecarga nas unidades de saúde, que deixam de atender aqueles que esperam por cirurgias eletivas e tratamentos. Toda a rede de saúde é impactada. Não só a urgência e emergência, mas a especializada e a básica, pois dão continuidade aos tratamentos e consultas pós-alta hospitalar.
O objetivo da campanha é alertar os motoristas, principalmente aqueles que pilotam moto e que, normalmente, são os mais prejudicados nos acidentes de trânsito – a maior parte gerado por imperícia, negligência ou imprudência de quem está ao volante. Isso foi exatamente o que aconteceu com Kleber. Ele conta que estava descendo a avenida quando o outro motorista fez o retorno e entrou na pista sem olhar.
“Ele entrou na estrada sem fazer qualquer verificação. Me jogou na traseira de outro carro e eu voei. Não lembro a hora que caí, só quando abri o olho e as pessoas já estavam ao redor. O motorista que causou o acidente foi embora sem prestar socorro. Quem chamou a ambulância e ligou para a minha família foi o outro motorista do carro em que eu bati. Graças a Deus, eu estava de capacete. Se não, eu teria morrido”, contou o frentista.
Internado no Heat aguardando a cirurgia do cotovelo, que quebrou em três partes, ele sente a dificuldade de ficar debilitado e dependente, já que não pode usar as duas mãos: um dos braços quebrado e o outro com o pulso deslocado pelo trauma. “Eu tinha uma vida ativa, trabalhava. Nunca fiquei parado. E agora estou aqui dependendo das pessoas para comer, tomar banho e ir ao banheiro. Estou agoniado. Sobrecarregando meus pais, que trabalham e têm que vir ficar comigo. Me deixa triste e cansa meus pais por conta de uma pessoa imprudente”, contou o paciente.
A experiência traumática trouxe ensinamentos e Kleber aproveita para dar conselhos. “Estou dando muito valor às coisas mais simples da vida. Porque só percebemos quando perdemos. É muito ruim ficar em um hospital. E o que eu tenho para falar para a rapaziada é para dirigir com calma, em velocidade estável, com habilitação e usando o capacete, mesmo que só vá na esquina; para deixar a sua vida em segurança e do outro também. Por causa de um segundo, você pode perder a sua vida. A gente não prevê o acidente. E, se acontecer, preste socorro, ajude ao próximo, porque você pode tirar a vida de uma pessoa”, finalizou Kleber.
Autor: Ascom
Notícias relacionadas
Mais Acessados