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"Correr salvou minha vida" Jornalista Americana conta como o exercício aeróbico intenso a livrou de uma severa depressão Daniele Seiss, jornalista do “Washington Post”, sofria de depressão grave desde a infância. Num relato emocionante, publicado no jornal em primeira pessoa (www.washingtonpost.com), ela conta como as longas caminhadas e a corrida a salvaram da depressão, depois que remédios e terapias falharam. “Eu nem sei dizer ao certo quando os pensamentos sombrios começaram a tomar conta da minha vida. Mas eu me lembro, quando tinha apenas 6 anos, que chorava todos os dias. Eu não dormia à noite. E quando dormia, eu tinha pesadelos. Eu parei de comer”, escreve Daniele. Na época, ela conta, em meados dos anos 70, o pediatra tentou trata-la com analgésicos. Um pouco mais tarde, ela tentou a terapia, e tampouco teve sucesso com a abordagem de longo prazo. Daniele já estava na casa dos 20 anos quando começou a fazer longas caminhadas (longas mesmo, de pelo menos 40 quilômetros) que mudariam sua vida. O efeito, ela conta, foi imediato e muito intenso, a ponto de todos a sua volta notarem a mudança. Aos poucos, ela começou a correr e, hoje, é maratonista. Mas todas as vezes que, por circunstâncias da vida, teve de deixar de lado o exercício, a depressão voltou a se instalar com severidade. Não se trata de um caso isolado. Cada vez mais estudos vem comprovando que o exercício aeróbico intenso provoca alterações significativas no cérebro, entre elas a produção de novos neurônios, com efeitos comprovados para depressão similares aos de medicamentos de última geração. O exercício intenso induz a produção de hormônios como a endorfina e a prolactina, que exercem a função de calmantes naturais no cérebro, reduzindo a resposta ao estresse. Isso faz com que as pessoas que se exercitam regularmente se sintam, normalmente, mais relaxadas e menos ansiosas. Publicado no Jornal O Globo do dia 27 de setembro de 2009
Quem pratica exercícios físicos regularmente tem uma vida sexual melhor e menos chances de ter problemas médicos nesta área, como disfunção erétil. Quem garante é Cláudio Gil Soares de Araujo, especialista em medicina do exercício, em artigo publicado na última edição da “Experts Review of Cardiovascular Therapy”. “Atualmente, baseado parcialmente em evidências preliminares, é razoável sugerir que a prática regular de exercícios e o bom condicionamento físico estão associados a menos disfunções sexuais, tanto em adultos saudáveis quanto nos doentes”, escreve Araujo. O especialista cita um estudo realizado em Veneza, na Itália, que registrou uma relação inversa entre o gasto energético semanal com exercícios (de mil calorias a quatro mil calorias) e os casos de disfunção erétil. “É preciso ainda determinar se algum exercício específico ou programa (aeróbico ou uma combinação de aeróbico com treino de força e alongamento) seria mais benéfico para este objetivo específico”. Publicado no Jornal O Globo do dia 27 de setembro de 2009
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